As audiências do Congresso dos EUA que transformaram 'OVNIs' em pauta oficial de segurança nacional — testemunhas, revelações e o que veio depois.
Entre 2017 e 2020, uma série de reportagens do The New York Times revelou o AATIP (Advanced Aerospace Threat Identification Program) e vídeos da Marinha ("FLIR1", "Gimbal", "GoFast") mostrando objetos com comportamento anômalo. Em 2021, o ODNI publicou um relatório oficial reconhecendo 144 casos militares — dos quais apenas um foi explicado. A pressão pública e bipartidária levou o Congresso a marcar as primeiras audiências abertas sobre o tema em meio século.
Primeira audiência pública sobre UAP no Congresso desde 1966. Ronald Moultrie (Sub-Secretário de Defesa para Inteligência) e Scott Bray (vice-diretor de Inteligência Naval) apresentaram vídeos inéditos e admitiram que o Pentágono não tem explicação para muitos casos. Foi o marco que oficializou o termo 'UAP' e criou a base política para a criação do AARO.
A audiência mais impactante até hoje. Convocada pelo House Oversight Subcommittee, ouviu três testemunhas sob juramento:
Nova rodada de depoimentos com foco em segurança nacional e engenharia reversa. Michael Shellenberger apresentou o programa 'Immaculate Constellation' — um suposto compartimento SAP (Special Access Program) que reuniria material fotográfico e de vídeo de UAP não divulgados. Luis Elizondo (ex-chefe do AATIP) e Timothy Gallaudet (contra-almirante aposentado) reforçaram a existência de programas ocultos ao Congresso.
O AARO publicou o Historical Record Report Vol. I (março/2024) rejeitando publicamente a existência de programas de recuperação — o que gerou nova rodada de audiências pedindo auditoria independente. Em 2025 e 2026, comissões conjuntas do Senado e da Câmara passaram a exigir acesso irrestrito a compartimentos SAP e realizaram sessões classificadas com whistleblowers adicionais. Nenhum material físico foi tornado público até o momento.
As audiências motivaram cláusulas específicas no NDAA a partir de 2023, criando canais formais dentro do AARO e do Inspetor-Geral da Comunidade de Inteligência (ICIG) para que ex-funcionários compartilhem informações sem violar acordos de sigilo. Ainda assim, testemunhas relatam retaliações e restrições de acesso — uma das principais queixas nas sessões de 2024–2026.